segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

receita.neurótica

Batatinhas.fritas.neuróticas


Para fazer batatas chips bem sequinhas, crocantes e uniformes é preciso atenção a vários detalhes, como anota o amigo Clóvis Siqueira, um grande cozinheiro, detalhista extremado e que já comandou um restaurante deixou muita saudade, o La Cave.

Estamos falando das batatas bem fininhas, do tipo chips. Segundo Clóvis, os cuidados devem começar a hora da compra, pois é necessário escolher batatas não muito grandes, durinhas, de casca lisa e sem nódoas verdes.

Elas devem ser descascadas e depois cortadas na horizontal. É melhor usar esses cortadores com lâminas reguláveis. Regule para cortar fatias bem finas.

Depois, lave várias vezes em água corrente para retirar o amido. Umas três ou quatro vezes até a água sair cristalina, não mais leitosa.

Em seguida, uma rápida cozida e um choque de temperaturas.

Para isso, mantenha ao lado do fogão um recipiente com água muito gelada, com cubos de gelo, de preferência. Coloque as batatinhas numa panela, cubra com água e leve ao fogo.

Deixe cozinhar até a água começar a ferver. Deixe um minuto nessa água fervendo. Atenção, água fervendo, mas não borbulhando. Água deve ficar no ponto de fervura e não borbulhando. Se necessário, levante um pouco a panela do fogo.

Retire do fogo, jogue a água quente fora e coloque as lâminas de batata na água gelada.

Seque a batata. Vá colocando as fatias num pano de cozinha bem limpo, sem embolar. Segundo Clóvis, é bom ir colocando juntas as fatias de tamanhos semelhantes. A espessura é única, mas há sempre fatias maiores e menores.

Coloque óleo de milho (ou outra gordura) numa panela média, de uns 25 centímetros de diâmetro. Não é preciso muito óleo (uns dois ou três centímetros).

Leve ao fogo de médio para alto. Disponha folhas de papel absorvente ao lado do fogão.

Quando a gordura estiver quente, mas antes de começar a esfumaçar, coloque umas 30 fatias de batata, tendo o cuidado de não embolar. Elas devem ficar lado a lado.

Quando começarem a pegar cor, vire uma por uma com um garfo. Quando dourar o outro lado, vá retirando com a escumadeira. Deixe a gordura escorrer de volta à panela e vá dispondo no papel absorvente.

Deixe secar, salgue e sirva.

video.neurótico#2

Há 30 anos, seriamos griladas contemporâneas.

O Fantástico de 04 de dezembro de 1977 trazia uma reportagem sobre neuroses. E fazia uma pergunta ao povo: qual é o seu grilo? Vale a pena comparar com as neuroses de hoje. Será que mudou muito?


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM761292-7823-N-O+GRILO+DOS+BRASILEIROS,00.html

sábado, 1 de dezembro de 2007

a.neurose.do.homem.perfeito

por_narah conti


Enquanto todas as gurias que estudavam comigo se derretiam pelo Di Caprio, eu já amava o George. Ele já foi capa do meu caderno, com seu incrível traje de Batman (meu herói favorito. Tá certo que o Batman X Mr. Freeze é péssimo, mas ver o George naquela roupa de borracha... ai, ai...). Tempos atrás a Folha de SP publicou uma entrevita como o tudo-de-bom. E como temos coisas em comum. =)

Tendo um pai que foi âncora, um jornalista que nunca cedeu um milímetro em seus princípios.

Eu não tenho um pai jornalista, mas estudo jornalismo. Já é um começo. Ahhh, e meu pai também não cede um milímetro em seus princípios.

Na minha casa, não se brincava com religião.

Nem na minha!

Acho que estou num ponto de minha vida em que preciso de mais intensidade.

Eu também!

Sou solteiro, não tenho filhos.

Me too, me too!!!

Sou inspirado pela urgência e importância e não quero me proteger -isso seria o pior de tudo.

ai... ai... Será que ele sabe que eu também?

Meu rosto é como o de um ator daquela época; meu queixo proeminente e meus traços um pouco exagerados não são muito contemporâneos.

Perfeito! Sempre achei que deveria ter vivido nos anos 50, ou antes, mesmo!

Oh, George! Você é o homem perfeito para mim. Tenho certaze que formamos o casal perfeito. Você só precisa me encontrar. Marcamos onde?

domingo, 25 de novembro de 2007

diálogos.neuróticos#1

APROVEITANDO O momento nojento que estamos vivendo, minha irmã acaba de soltar uma ótima:


- Narah, cocô é uma palavra muito feia. Por que não o chamamos de flor?

- Ah, então vamos cagar flores?

- Não, cagar também é muito feio. E cagar é um derivado de cocô. Então, vamos florecar flores.

- hahahahahahahaha

- Do que você tá rindo? O pai já faz isso.

- Que?!

- Oras, você nunca sentiu o perfuminho de flor que fica quando ele sai do banheiro!?

- 0.0'

É, esses produtos com perfume para disfarçar odores fazem mesmo mal para cabeça de adolescentes.

[por narah_conti]

video.neurótico

SE VOCÊ achou que o último post era muita neurose para o seu cérebro, assista a esse didático video infantil sobre um dos assuntos tratados. Você vai começar a ver o que sai de dentro de si com outros olhos...


a.neurose.dos.exames

por narah_conti

JUNTO COM as promessas de fim de ano vem a hora do check up médico. Depois de tantos respira, solta, abre a boca, mostra língua, batidinhas no joelho e aperta aqui, dói ali; o medico sempre pede uma série de exames.

Se já não bastasse o eletrocardiograma que você se sente o Robocop correndo na esteira, o constrangedor Papanicolau e o, não tão ruim mas aflitivo, exame de sangue; tem sempre os exames de urina e o de fezes.

Ok. Eles não são tão incômodos quanto os citados acima. Não doem, mas causam constrangimento. Ou vai me dizer que você adora fazer cocô na ‘latinha’?

Gente, o que são esses coletores? Quando vi minha mãe chegando com os ditos-cujos para os tais exames, senti as minhas bochechas ficarem rubras na frente do meu pai e da minha irmã. Como mãe a-do-ra nos pôr em situações constrangedoras, diga-se de passagem. Ela chegou toda feliz como se exibisse um pirulito para uma criança. Claro! Isso fez todos rirem, exceto a vítima: eu!

Os potinhos de plásticos me encararam o fim de semana todo. E minha mãe sempre ressaltava: “Narah, não se esqueça de que, domingo, você tem que fazer cocô no potinho e, segunda de manhã, tem que fazer xixi também!” E domingo foi pior. Eu não podia me dirigir para qualquer lugar próximo ao banheiro que a sirene tocava e minha mãe berrava: “Narah, se for o número dois: NO POTINHO, NO POTINHO!”

Acho que essa pressão materna me bloqueava, pois passei a manhã e a tarde sem conseguir liberar qualquer coisa mais sólida. E olha que a minha mãe fez até ovos no almoço. Mas lá pelas oito horas da noite, o requisitado deu sinal de que estava para sair. Minha mãe exclamou: “Se você acha que não para acertar a mira no pote, faz no papel e coloca no coletor depois!”

Não preciso dizer que o optei pela segunda opção. Oras, você acha que além de todo o trabalho de liberar o cocô, eu ainda ia ter a pachorra de brincar de tira-ao-alvo com ele? E se caísse na privada? Eu que não colocaria a minha mãozinha, lá, para tirar.

Depois de toda essa operação de guerra, eu fiquei pensado: se eu morri de nojo de colocar o treco que sai de dentro de mim, ou seja, praticamente um filho, no potinho; imagina, quem tem que analisar o tal exame e ficar lá mexendo o cocô alheio (!). Eita, profissão ingrata essa de analista fecal. Isso que é, literalmente, um emprego de merda!

sábado, 24 de novembro de 2007

manias.neuróticas#4

Lavo as mãos exageradamente. Acho sempre que nunca estão limpas o bastante, seja qual for a ocasião. Antes pensava que isso se tratava de uma simples mania, mas por via das dúvidas fui me informar na internet e em livros depois que uma amiga me avisou que eu podia ter o chamado TOC. Depois de tanto ler, me senti uma alienígena ao pensar que talvez sofra de um transtorno obsessivo compulsivo. E acabei ficando mais confusa ainda.
Como não sabia se marcava uma consulta com um psiquiatra ou chamava um exorcista, resolvi que era melhor deixar para lá e esquecer essa neurose. Mas antes disso fui lavar bem as mãos! [por norah_cavalcanti]

a.neurose.do.cabelo


por norah_cavalcanti


Cabelo!!

Existe coisa mais neurótica do que isso?

Até que seja provado o contrário, continuo achando que não!

Pois bem. Estava eu pensando em que roupa usar para ir a um casamento de uma amiga quando lembrei que teria também de agendar um dia para me submeter à maratona cabeleireiro-manicure-pedicure-maquiagem-e-afins. Resolvi marcar logo num salão indicado por uma outra amiga para não esquecer. Seria no dia seguinte. Mal sabia eu o que me aguardava!

Desde muito nova sempre cuidei do meu cabelo, que dá um trabalho razoavelmente aceitável. Se quero liso, eu escovo, se quero enrolado, coloco produtos e faço uns rolinhos. Se quero ondulado, deixo normal. Apesar de encher um pouco, e nunca ficar perfeito - porque mulher sempre vai arrumar um motivo para reclamar do cabelo!-, eu sempre consegui cuidar dele direitinho. Só que, como o sábado ia ser mais especial por se tratar do momento de alguém muito querida, resolvi passar um dia de dondoca no salão. E, para falar a verdade, às vezes é bom se sentir uma dondoca!

Enfim...foi que foi e o tal dia chegou. Como logo de início a manicure já foi deixando lindas minhas unhas que estavam compridas e toscas como as do Zé do Caixão, tudo parecia que ia de vento em popa. Na hora fiquei muito feliz, o problema é que felicidade de neurótica dura pouco. Ou tempo o bastante para que encontremos outra neurose!

Chegou a vez de lavar as madeixas. Ahhhhhh, nada como uma águinha morna escorrendo pelo couro cabeludo. Você se sente livre, limpa e relaxada. Sensação nem um pouco parecida com a do estresse que minutos depois eu passaria.

Tudo teve início após a lavagem, quando a cabeleireira avisou que iria passar um "produtinho" muito bom que tira o volume e dá forma ao cabelo. Topei na hora, pois se ela era a profissional devia saber o que estava fazendo. E não que ela começou a secar os meus cabelos e eles foram mesmo adquirindo forma?

Eu só não pensava que o "formato" que a infeliz tinha dito se referia ao formato de cogumelo, ou de abajur, ou - em meio ao ápice de uma crise neurótica -, de Beiçola da Grande Família. Admito que fiquei simplesmente o máximo, o máximo do ridículo!!

É justamente nesses momentos que eu gostaria de ser uma pessoa mal-educada, daquelas que não tem vergonha de nada, pois poderia ter mandado que ela secasse o cabelo da avó dela daquele jeito. Ou até um certo local em que não bate sol.

Como o manual da boa moça me impediu, pedi a ela que passasse uma chapinha para ver se baixava aquela desgraça que mais parecia um quiosque. E ela foi passar. E passou bem. Bem até demais, tanto que os fios ficaram grudentos graças ao maravilhoso produto que ela colocou nos meus cabelos antes. Meu Deus do céu...agora estava parecendo o Smeagol com aquele cabelo seboso. Isso até me lembrou um certo colega de faculdade...

Desesperada com aquela palhaçada, decidi pedir para que a besta humana fizesse então um penteado, sei lá, alguma coisa que não ficasse parecendo que eu tinha derrubado óleo de frigideira na cabeça. E não é que ela teve uma idéia genial?

A múmia fez um coque tosco que me deu um ar de Audrey Hepburn do subúrbio. Ou ainda, do cais. Para piorar ela ainda "puxou" uns fiozinhos para dar uma "leveza". Ohhhh, coisinha ridícula que eu fiquei com aqueles dois "pega-rapaz" na testa.

Confesso que apesar dos pesares foi uma aventura e tanto. Meu nível de irritação chegou ao supra-sumo, foi praticamente um teste de saúde física e mental que me fez ter certeza de uma coisa: odeiooooo que mexam no meu cabelo! Principalmente quem eu não conheço direito.

E não é que para concluir ainda tive de pagar por aquela porcaria. Mas no fim das contas, que não foram baixas, eu cheguei em casa, lavei o cabelo e dei uma arrumada básica nele, do meu jeito.

Acabei indo para o casamento e muita gente veio me perguntar o que tinha feito nele que estava tão bonito. Por pouco não respondi: "Ah, nada de mais. Apenas me inspirei no talento de uma cabeleireira que deixei viva por piedade. Afinal, ela ainda tem de sofrer um pouco com o próprio cabelo!". =]

manias.neuróticas#3

Sempre reparei em cores. Mania de cores, de coisas coloridas. Só que uma dúvida crucial sempre mexeu com meu eu interior colorizado por computador. Existe um tom de azul muito específico que parece se destacar em meio aos muitos outros tipos de azul. O azul-claro, o azul-escuro, o azul-turquesa, o azul-royal e até o azul-celeste são tons muito interessantes, mas talvez nunca cheguem aos pés desse azul tão peculiar. Uma mesma cor que aparece apenas em dois lugares e é conhecida pelas alcunhas de azul-calcinha e azul-fusquinha!
Pode até soar banal, mas é uma tese fascinante. Uma coisa quase surreal! Afinal, se prestarmos atenção veremos que realmente o tom de azul usado em calcinhas é exatamente o mesmo que é pintado nas latarias dos charmosos, e antigos, fusquinhas. Na verdade, essa minha mania serve apenas para enriquecimento da cultura inútil, porém não pretendo abandonar minha análise ainda. Continuarei em busca de uma explicação científica para tal fenômeno. Quem sabe uma luz azul não me ajude! [por norah_cavalcanti]

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

manias.neuróticas#2

PINTEI MINHAS unhas ontem. Adivinhem? Já comi o esmalte todo! Tá aquele horror. Essa mania de roer unhas é uma meleca. Eu começo a achar que é genético. Minha mãe rói unhas, meu tio, rói unhas, os filhos dele roem unhas... Todos do lado materno roem unhas! E olha que já tentei de tudo. Nem a pimenta resolveu esse caso. É, acho que vou optar pelas unhas postiças. [por narah_conti]

terça-feira, 20 de novembro de 2007

a.neurose.da.ponte.orca

por narah_conti
A MELHOR maneira de ir de Pinheiros às mediações da Av. Paulista é a Ponte ORCA (Organização dos Condutores Autônomos). Esse serviço é uma ligação entre estação de trem e metrô. Há duas linhas: Cidade Universitária – Metrô Vila Madalena e Vila Madalena – Barra Funda, que são feitas por vans que transportam passageiros para essas estações.

Mas quando mais precisamos: ela falha.

Sai do trabalho e como não tinha aula na faculdade, pensei: CINEMA!!! Pego o trem e desço na estação Cidade Universitária, passo a catraca, atravesso a ponte, desço a escada e lá um aviso: Hoje, devido ao feriado municipal, não haverá a integração via Ponte ORCA para o Metrô Vila Madalena.

Raios!!!

Geralmente, eles avisam nas próprias estações que a Ponte ORCA está desativada. Mas, a Lei de Murphy nunca falha. Porém se os problemas desse serviço fossem só isso estava bom. A Ponte ORCA é própria encarnação da neurose do transporte coletivo.

Assim que o trem abre a porta na estação Cidade Universitária, é como o estouro da boiada. As pessoas saem desesperadas, sobem correndo as escadas pulando degraus e entram em desespero quando ficam na fila da senha. Assim que a conseguem, disparam uma corrida na ponte para ver quem chega primeiro na fila para o embarque que, geralmente, começa antes da escada. E se for 18h, relaxe! Você vai pegar a bendita fila dando a segunda volta e vai esperar, pelo menos, uma hora para chegar a sua vez de embarcar na vanzinha. Isso se a van não lotar bem na sua vez, e você acabar tendo que esperar a próxima.

Certa vez, pude observar o ápice da neurose numa pessoa. Uma mulher de corpo circular, calça agarrada, cabelo oxigenado e adapto a chapinha, me empurrou e disparou para conseguir a senha. Coitada, pegou a fila maior e eu peguei a senha antes dela (hahahahaha). Não satisfeita, ela disparou novamente na ponte, esbarrou em mim e consegui duas posições a minha frente. Ela ria de felicidade. E eu pensava: como tem gente que é feliz com pouco.

Na fila, uma moça sempre organiza quem vai subir em cada van, ou seja, se você irá na que está estacionada, ou se terá que esperar a próxima. Nesse dia, chegaram duas vans juntas, e a tal mulher seria a última da primeira que chegou. Mas como alegria de pobre dura pouco... A moça da fila contou errado, e na vez dela o carro já estava lotado e a que tinha chegado depois também. Sorri, por último e melhor, dentro do transporte enquanto olhava a tal mulher bufar de raiva por ter que esperar a próxima.

Tudo bem! Um dia a hora dela chega, a linha amarela do metrô fica pronta e ir de Pinheiros à Av. Paulista será fácil. Enquanto isso, a gente passa a peneco&co nossa de cada dia.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

a.neurose.do.banheiro

por narah_conti

TODOS NÓS temos um lugar em que somos reis, ou rainhas. E não é à toa que este lugar tem até um trono: o banheiro.

O banheiro é o território livre. Ali tudo pode. Se você tem talento para música, pode testar na sua excelente acústica. Ou vai me dizer que você nunca cantou Lê Figarô enquanto ensaboava a cabeça? Ou aquela musiquinha brega de rádio FM? E ainda, para o seu showzinho, usou o chuveirinho, ou o escovão, como microfone e pensou que as gotas caindo no chão fossem palmas.

Ok. Você é do tipo contido, não curte dar shows. Mas aposto que enquanto faz a barba ou se maquia, você deve bater altos papos com aquele ser charmoso do outro lado do espelho, e de muito bom gosto, por sinal; que sempre antes de você sair diz: “Você está linda (o) hoje!”

Ah! Se o banheiro falasse... Quantas lágrimas ele não entregaria. Eu mesma já cansei de ver gente correr para o banheiro depois de uma bronca do chefe. E as fofocas? Quantos homens bonitos ele não deixaria convencido, e quantas mulheres revoltadas não ficariam. É, porque em banheiro feminino dois assuntos predominam: a roupa da outra e o bonitão do andar. Ah! Intriguinhas de casais também estão entre os assuntos preferidos.

E o dos homens? Aposto que muitos ficariam envergonhados. Ou vocês, machos, acham que nós mulheres não sabemos que, na hora do xixi, vocês ficam comparando o de quem é maior? E aposto que as gostosas também devem ser comentadas, como as mocréias devem ser ridicularizadas.

No banheiro vemos coisas surpreendentes. A outra neurótica que também escreve neste blog, certa vez, me contou que encontrou uma de nossas professoras da faculdade aparando os bigodes no banheiro feminino. Realmente, deixamos todos os pudores do lado de fora.

Eu mesma tenho cenas ótimas de banheiro. Aquele metro quadrado é um lugar de paz, ali é só é você e você. Certa vez, os dois metros quadrados do privativo lá de casa foram o único lugar em que encontrei para estudar em paz para uma prova de política.

E o seu banheiro? Se ele pudesse contar algo, o que ele contaria? Aquela ressaca que só ele te acudiu recebendo todos os seus vômitos. Aquela dor de barriga que só ele e você para agüentar. Aquele vez que você tentou tingir o cabelo sozinha. Aquele banho a dois... bem, não comentemos detalhes tão íntimos. É, o banheiro é nosso cúmplice. Muitas coisas que aconteceram ali, ali ficaram seladas pela palavra ocupado. Ah, se os banheiros falassem...

Mande uma história de banheiro para gente. Ok, não precisa contar aquela, mas pode contar uma que tudo bem sair pela frestinha da porta.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

manias.neuróticas#1

Hoje, acordei cedo e meu cachorro veio lamber meu pé. Odeio isso, faz cócegas. Por que cachorros gostam de lamber o pé da gente? Será que o cheiro de chulé lembra mesmo gorgonzola? Que engraçado, pensei que só rato gostasse de queijo! [por narah_conti]

sábado, 13 de outubro de 2007

neurose.da.curiosidade

por narah_conti

Um plano super-secreto.

Foi o suficiente para despertar a minha pequena neurose contemporânea e cotidiana mais gritante: a curiosidade.

Se há algo que realmente me deixa neurótica é me deixar curiosa. Começo a roer as unhas (mania que tenho quase certeza que é genética), minha respiração fica rápida, meus neurônios começam a fazer um bilhão de conexões químicas (que me deixam muito agitada), sinto meu coração bombear mais rápido fazendo o sangue circular mais veloz que o Lewis Hamilton (chegando, provavelmente, a velocidade da luz), meus músculos tencionam... Bem, já deu para perceber que saio do meu normal. Melhor, fico mais neurótica do que o normal.

A curiosidade fez Ricardo Setti largar o magistrado para ser jornalista. A curiosidade fez com que Freud descobrisse a psicanálise, Einstein a bomba atômica. E o gato morresse escaldado.

Esse comichão que faz as pessoas mudarem de profissão, fazerem descobertas ou levrar a extremos, como a morte, é considerado por uns qualidade, por outros é defeito. Seja o que for está dentro de mim, faz parte de mim. Mas... o que leva tamanho interesse pelo saber? Saber de tudo: da fofoca do ambiente de trabalho a o que faz a rebimboca da parafuseta funcionar. Que raio é esse desejo que te instiga, te consome, e te leva a pesquisar, ler, bisbilhotar, farejar, como um detetive, um cão a traz do osso, para saciar essa vontade de saber?

[Pausa Pretérita
Quantas vezes, depois que apareceu o Castelo Ra-tim-bum, me chamaram de Zequinha, e me provocaram com a reposta vazia do "porque sim". Porque sim, porque sim. Oras, isso é lá uma resposta a se dar a uma criança?

Se não me contentava com isso quando pequena por que deveria me contentar agora que sou... não grande... continuo pequena... hmmm... adulta?! Não. Quase... Enfim... agora que sou mais velha, quase com a maioridade civil? (vixe, vinte E um anos... essa é uma outra coisa que anda me deixando neurótica)
]

Creio eu que a curiosidade nasce com o curioso, está inserida no DNA. Curiosos não se dão por vencidos, não se satisfazem com respostas vazias ou que levantam dúvidas. Curiosos vão até o limite, ou melhor, ultrapassam o limite. Não sentem medo de perguntar - mesmo que as vezes a pergunta pareça besta. Pois só curiosos sabem o que a dúvida pode fazer com eles.

A dúvida, o não saber para um curioso, é um veneno, que vai matando, consumindo... Até que o soro antiofídico da resposta seja aplicado e, enfim, um alívio.

Quando disse a Gabriela que me deixar curiosa é um pecado mortal e que poderia me levar à morte, ela sorriu e disse que alguém morrer de curiosidade seria um ótimo personagem. Mas não é brincadeira. É muito sério.

Ficar curiosa é igual a ficar ansiosa. E para comprovar ansiedade faz mal vou usar as palavras do tio Antônio:

ansiedade
Datação1789 cf. MS1Acepções substantivo feminino 1 grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia. 2 Derivação: sentido figurado. desejo veemente e impaciente. 3 Derivação: sentido figurado. falta de tranqüilidade; receio. 4 Rubrica: psicopatologia. estado afetivo penoso, caracterizado pela expectativa de algum perigo que se revela indeterminado e impreciso, e diante do qual o indivíduo se julga indefeso

Logo, começo a roer as unhas, meu cérebro engana o estômago que, pensando que irei comer algo, começa a produzir ácido gástrico. Assim, posso acabar tendo uma úlcera, que pode se transformar num câncer. Ou também, um pedaço da unha que cortei com os dentes pode ser sugando pela a minha respiração ofegante (lembra-se: estou curiosa), que irá parar em uma das minhas vias respiratórias e me sufocar até que eu fique roxa e cérebro sem O2. Ou ainda, recorda-se que disse que meu coração começa a bater mais rápido? Pois é, posso acabar sofrendo uma taquicardia, que pode ocasionar num infarto, ou num ataque cardíaco.

Viu? Você pode matar um curioso. Então, não o provoque com coisas que não pode contar dizendo que é um plano SUPER-SECRETO. Grrrrrr...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

A Neurose da TPM


por norah_cavalcanti

TPM nossa de cada mês. Amiga de dias e noites regadas à cólica e mal-estar. Companheira de choros, desabafos e lamúrias. Incentivadora de atitudes primitivas da época do Paleolítico Inferior e discursos escatológicos pouco ortodoxos - seja quem for o interlocutor.
A medicina a designa como Tensão Pré-Menstrual, os homens a definem como "Temporada Proibida para Machos", mas ela também é conhecida pelas simpáticas alcunhas de "Todos Problemas Misturados", "Tente no Próximo Mês", "Tempo Para Meditação", "Totalmente Pirada e Maluca", "Tendência Para Matar" e "Tenha Paciência Meu".
Eu simplesmente adotei o cognome mais adequado ao momento atual: "Tô Puta mesmo!"
É engraçado porque na maior parte do tempo sou um ser dócil e agradável, quase uma lady - diga-se de passagem!, no entanto durante pelo menos três ou quatro dias por mês entro num estado de irritação profundo - quase induzido!!
Tudo me dá raiva, ódio, aversão. Todos me estressam, enchem, irritam. Hiperbolicamente falando, claro!
Acontece que esse mês, ou melhor, há 3 dias, acordei com uma dorzinha leve e um mal humor gigante. E justamente quando estou assim, parece que todas as ações e reações das Leis de Murphy acontecem e se unem aos incontáveis joselitos que cruzam meu caminho.
Saí de casa já estressadinha, pois derrubei meu sagrado toddynho na droga da minha blusa - o que me fez trocar por outra porcaria de camiseta [Notem o alto nível de irritação chegando!!].
E então assim que eu entro naquele ônibus insuportavelmente cheio, o cobrador me olha com aquela cara de bons amigos e diz: "Boooom Dia!"
Confesso que nesse instante senti uma vontade enorme de homenagear a Dona Florinda e responder gritando: "O que é que tem de bom?", só que me contive e apenas assenti com a cabeça como se dissesse o mesmo a ele. No entanto, como se não tivesse notado a minha cara, ele dá outro motivo para fazer vibrar o ódio estimulado pela TPM e me pergunta se era para cobrar só uma passagem.
Parei e pensei comigo mesma: Só pode ser brincadeira desse tiozinho, só eu estou aqui parada na catraca!!
Por pouco quase mandei que ele cobrasse mais duas, uma pelo meu amigo imaginário, Bogus, e outra pelo meu saco, que já estava bem cheio! Mas acabei amarelando de novo e disse que era só uma mesmo, com aquela cara de vilã simpática.
A viagem continuou e, enfim, cheguei ao trabalho. Contudo, qual é a minha surpresa? Estamos sem internet.
Eeeee, beleza! Só porque eu precisava fazer umas pesquisas...mas tudo bem, né? Fiquei fazendo umas notas que tinha para terminar e passei o dia até que bem, só que ainda matutando pensamentos malévolos que estavam se preparando para explodir.
Pois bem. As coisas ficaram normais até que tive de ir para a faculdade e fui pegar outro aprazível ônibus. Lotado, só pra variar!
Assim que cheguei ao metrô e passei pela catraca, fui em direção às escadas rolantes. Acontece que nessa hora, um maldito apressadinho chegou me empurrando com tudo e derrubou todas as minhas coisas.
...
Nesse momento a Terra ruiu... o tempo parou... e eu, bom, eu só fiz o que esperei o dia todo para fazer: gritei alto e muito estridente!

AAAAHHHHHHH!!!

Em seguida, recitei bonitas frases de contentamento cheias de palavras significativas e coloridas que deve ter emocionado todas as pessoas presentes. Com certeza, eu só não chamei o infeliz de santo, porque de resto foi tudo e mais um pouco.
E vocês querem saber o que fiz depois dessa minha reação bárbara e tresloucada?
Simplesmente peguei minhas coisas do chão, aprumei o corpo em cima dos sapatos de salto e saí desfilando cheia de pose rumo ao metrô. Afinal, apesar da TPM, eu ainda tenho classe e uma também uma aula para assistir!!
Só que depois disso um pouco menos fula da vida ^^

domingo, 2 de setembro de 2007

A neurose da idade

por narah_conti


Quem é neurótico é neurótico desde quando nasce.


[Isso foi só para registrar e justificar a neurose que vem por aí.]

Quando pequena, eu tinha inveja dos bebês que nasciam. Em minha mente, uma lógica se valia: “Bem, se eu nasci primeiro eu vou morrer primeiro que este bebezinho. Então, se eu tenho cinco anos, o neném vai viver cinco anos a mais. Isso quer dizer que ele vai ver todas as coisas que vão acontecer depois que eu morrer e eu não! HUMPF!!! Por que eu não nasci hoje e ele cinco anos atrás?”

Depois, quando tinha uns onze anos, não via a hora de crescer. Ser a criança do ginásio é uma meleca. Primeiro, você quer assistir aos filmes que são recomendados para maiores de 14 anos. Segundo, os garotos de 14 anos da escola são sempre os mais bonitos, mas te acham uma pivete. Terceiro, você quer se livrar logo do karma de ser um bv (os chamados bocas virgens, ou seja, os que nunca beijaram).

Quinze anos, por que não fiquei nos 12/13? As complicações menstruais, cólicas, não estar preparada quando o tio Chico vem pronto para festa. As primeiras aflições, dores e dúvidas do amor. E, claro, a maior questão: com quinze anos nunca sabemos se somos grandes o suficiente ou pequenas o suficiente. Se o assunto é namorado, seus pais dizem que você ainda é muito nova. E se você não arruma a sua cama você é folgada, afinal, já é grandinha e já pode cuidar das suas coisas. E tudo acaba com você batendo a porta e chorando na cama, pois ninguém nunca te entende!

Maioridade civil, carteira de motorista e o drama do vestibular! Os prazeres e desprazeres dos 18 anos. Agora, perante a justiça você é responsável por si, mas para os seus pais você é ainda uma criancinha. Você quer curtir a vida e, fazer como Cazuza: viver 1000 anos em 1. Tudo quer provar, tudo é novo. Ê delícia! Mas se algo der errado terá que pagar pelos atos – esqueceu? Perante a justiça você é um adulto, mesmo que o seu pai o tenha como o filhinho querido.

Ok. Tudo isso para introduzir a neurose que vive dias atrás.

Por esses dias, a Bel, que tem 24 anos, estuda e trabalha nos mesmos prédios que eu, porém não trabalhamos, nem estudamos, juntas; me disse o seguinte:

- Nossa, ano que vem é ano do renew.

[Para os homens mal informados, depois dos 25 anos a mulher já não tem mais idade, ela tem faixa etária. Explico melhor, quer dizer, não tão bem por que não cheguei a essa idade ainda. Mas é mais ou menos o seguinte: Renew é como a tradução, é renovar. São cremes antiidade que brigam com o tempo, o grande ladrão da juventude, para manter a pele sempre jovem. Então, há os dos 25 aos 30, dos 30 aos 35, dos 35 aos 40 e por aí vai...]

Agora, eu não estou na idade do renew e as frases que eu mais ouço são: “Você é muito novinha”, “Não é da sua época”. Minha editora me diz praticamente todo dia: “Você só tem 20 anos!”

Pois é, eu só tenho 20 anos, sou muito novinha, qualquer coisa antes 1986/7 [é que faço aniversário em dezembro, então, sou quase de 1987] não é dá minha época [para falar a verdade, eu só lembro das coisas a partir da década de 1990, mas...]. E mesmo com todos esses adendos...

Penteando minha generosa cabeleira, sábado à noite, reparando como tenho fios grossos e como sábado eles estavam perfeitos só por que eu não ia sair, vejo algo com um brilho fora do normal. Me aproximo do espelho, perto, bem perto, e constato a triste verdade.

O brilho estranho era prata. PRATA! Fiquei na dúvida arrancava ou não. E se tirasse e aparecessem outros? Mas, por outro lado: “isso é mito” – dizem os dermatologistas. O fato é que a apoptose começou a acontecer.

Se eu sou tão nova para tanta coisa, será que também não sou para perder melanina? É o que me pergunto a cada minuto desde desse dia. Bem, mas esse pode ter sido apenas uma anomalia da natureza. Com o tanto de cabelo que tenho, é possível que apenas um veio defeituoso. E nem era um inteiro, era meio fiozinho só.

OH! God! Será que a minha próxima crise existencial será por causa do castanho escuro ou chocolate, ou será melhor radicalizar... Afinal, os homens não preferem as loiras?

[Apesar de que eu sempre gostei da Tempestade do X-Men]
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PS.: Hoje é meu desaniversário. "Feliz desaniversário pra mim, pra mim! Um bolo de desaniversário pra mim, pra mim!"

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Neurose das Férias

por norah_cavalcanti

As férias acabaram. Sua chance de sair da rotina também.
E me pergunto: por que será que todo final de férias você sente como se não tivesse feito nada que valesse realmente a pena?
Todas aquelas horas que você prometeu que passaria na companhia dos velhos amigos...todos aqueles lugares que você afirmou que visitaria e que iria para se divertir...todos aqueles conhecimentos que você declarou que iria adquirir, já que teria tempo o bastante para ler quase a Biblioteca Nacional inteira ou assistir todos os filmes já produzidos...
E de repente, você nota. O tempo passou, e rápido! Tão rápido que todas aquelas promessas, entre muitas outras, ficaram a ver navios. Talvez previstas para as próximas férias. Ou simplesmente esquecidas.
Será que toda pessoa de férias é neurótica? Ou será que as férias é que deixam a pessoa neurótica?
Pensemos direito.

Toda pessoa quando entra de férias - mas que continua trabalhando -, já imagina que com um pouco mais de tempo livre, ela vai conseguir fazer tudo o que quiser. Diversão e empolgação devem atingir o auge, assim ela pensa! E é quando esse humanóide feliz começa a fazer um pequeno planejamento, de umas 25 folhas frente e verso – coisa bem simples!, de como iria aproveitar praticamente cada minuto de seus 30 dias de férias. Pois bem, aqui vai ele rumo à alegria das férias - pelo menos é o que o pobre coitado pensa!
Quando o último dia de aulas acaba e a contagem regressiva dos dias de férias começa, a loucura inicia o seu processo de alteração mental e a pessoa já fica desesperada. Quase em estado de sofreguidão, a criatura pensa que não pode perder nem um instante, pois estaria desperdiçando seus ricos momentos de férias.
“Enquanto assisto meus seriados favoritos, limpo o quarto e faço as unhas, já aproveito para ligar para os meus amigos marcando alguma coisa”, assim pensa o ser “on vacation”. Impacientemente, a pessoa começa a procurar o que fazer. Durante uma semana, ela gasta todo o seu tempo livre na internet procurando lugares para ir e se divertir. “Ah, esse não!”. “Credo, isso de jeito nenhum!”. “Nossa, isso aqui ninguém vai querer!”. Depois da busca incessante, começam os convites. “E aí, fulano. Tudo bem? O que vc acha de irmos pra tal lugar?”. “Oie, moça. Quanto tempo. Vamos nos rever?”. E assim vai desenterrando companhias, num ideal de reencontrar os amigos enquanto se diverte. Mata dois coelhos numa cajadada só. O mais interessante é que o indivíduo não pensa que muita gente viaja, outros querem apenas dormir nesses dias, enquanto o restante não tá nem um pouco a fim de sair. “Putz, que saco! O que eu vou fazer? Tempo livro não é pra ficar em casa”. E a neurose então chega ao segundo estágio. Mais forte do que nunca!
Com um pensamento beirando a paranóia da diversão obrigatória, o cidadão sai em uma caçada Indiana Jonesca (desculpem, mas realmente não pensei em um outro caçador no momento!! =] ) e durante os outros 20 dias de férias fica tentando convencer os outros a sair e fazer alguma coisa. Como não consegue, ele fica mal-humorado, não dorme direito pra passar mais tempo sem fazer nada, reclama com a mãe e ainda acha que tem razão.
Assim os dias seguem até que a neurose chega no estágio final.
Como a pessoa não arranjou nada concreto, e está num nível de estresse digno dos dias de trabalho e estudo, ela finalmente pendura as chuteiras (ou os resmungos!) e começa a pensar em desistir, já que esse será o último final de semana do mês de férias. Mas não é que justo nesse sábado vai rolar alguma coisa!
Plim!! Assim pisca uma luzinha em sua cabeça!
“Ah, hoje a coisa vai valer a pena pelos 30 dias...ou eu não me chamo (!!)”. Com esse pensamento, a criatura se arruma toda, gasta uma nota com roupa e sapato e consegue enfim sair de verdade com alguns amigos. Tudo parece ir muito bem, a não ser por alguns detalhezinhos...coisa bem pequena, na verdade!
No caminho para encontrar os amigos, a pessoa pega um trânsito terrível, depois enfrenta uma fila desgraçada no restaurante, conhece um povo muito sem graça na balada, é atendida por um cara insuportavelmente grosseiro no posto de gasolina, é abordada por uns bêbados bobos e tarados na lanchonete e ainda por cima arranja uma briga básica com o cara do estacionamento. Mas, no fim das contas, depois de uma noite cheia de acontecimentos inesperados ela volta feliz e contente pra casa. Poxa, afinal ela saiu, não é?!! Vai dizer que ela não se divertiu? Isso é que é vida. Sair e passar raiva não é para qualquer um não. Apenas para quem tem tempo, e está de férias. Claro!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

a.neurose.do.nome.que.seus.pais.te.batizam.

por narah_conti
Karina. Karrrrrrina. Karinnaaa. Kaaaaarina. Ká. K.
Por que quando criança cismamos em não achar o nosso nome bonito, ou achar que não combinamos com ele? Essa neurose foi resgatada em uma frase do perfil de Matheus Nachtergaele publicado na revista Bravo! [edição 118]. O ator disse que odiava ser chamado de Matheus na infância, e sempre questionava o pai: “Por que Matheus e não Rodrigo?”
Eu também questionava minha mãe, por que ela não tinha posto o meu nome de Cecília para eu ser chamada de Ciça, ou Micaela, Milena, até Karine eu achava melhor. O motivo da neurose era devido a eu achar que Karina não combinava como uma criança, e por nunca ter conhecido uma pessoa mais velha com esse nome. A única Karina que conhecia era eu. As novelas nunca usavam meu nome para ser o da mocinha, apesar da minha mãe jurar que isso já aconteceu.
É um nome assonoro, que compositores não colocam em suas músicas, que poetas não encontram belas rimas – a não ser a música besta da Xuxa: “A Karina tem cheiro de gasolina”. Você pode até rir, mas eu nunca achei nenhuma graça.
A situação só piorou quando mudamos. Em menos de dois dias na casa nova, comecei a ouvir meu nome com mais freqüência, geralmente em tom enérgico de reprovação. Pensei: “Nossa! Será que tem uma criança atentada na casa da vizinha, ou talvez revoltada com o nome? O que faz a mãe berrar tanto?! Será alguém para compartilhar tal karma comigo?”.
Porém, a criança não era muito bem como eu pensava, na real, não era nem tão criança. Quem respondia por Karina, na casa da frente, era uma cadela de cor mel com aproximadamente 13 anos. A vizinha quando descobriu que eu tinha o mesmo nome de sua cachorra ficou sem graça, e chegou a perguntar para a minha mãe se não queria que ela começasse a chamar a cachorra por outro nome. Afinal, disse ela: “Cães não ligam muito para isso, se eu começar chamar ela por Léssie, logo ela se a costuma e começa a atender”.
Aquilo me causou uma imensa neurose. Por que a cachorra pode mudar de nome e eu não? Nada mais justo do que eu mudar de nome, pois quando eu nasci ela já era chamada assim. Então, sugeri a minha mãe: “Mãe, já tenho a solução! A Karina pode continuar com esse nome. Agora, eu vou me chamar de Cecília, mas me chame de Ciça, por que acho mais legal! Ah! Mãe, a gente tem que avisar a professora para ela mudar meu nome na chamada” – disse sorrindo, e muito feliz pois não precisaria mais esperar até o número 25 para tudo, pois o C era a letra do começo, e nas filas eu ficaria na frente.
Mas minha felicidade durou pouco. Minha mãe e a vizinha riram, e me disseram que não era tão fácil como eu pensava. Não?! Não! Descobri, então, que para tal felicidade eu precisava completar dezoito anos e provar que meu nome me causava constrangimento. Bem, o constrangimento eu até podia tentar provar, afinal, Karina não é lá um nome muito legal de alguém ser chamado – note a fonética: Ka – ri – na. São praticamente seis sílabas tônicas. O fato era que eu conseguiria provar que me sentia constrangida em me chamar assim, agora o problema era eu esperar até os dezoito anos. Pra quem tinha seis, dezoito era a eternidade.
Hoje, tenho vinte e gosto muito mais do meu nome, às vezes, quando eu profiro em voz alta me causa estranheza, mas já não ligo de ser chamada por ele. A cadela Karina faleceu três anos depois – juro que não fiz nada! É verdade! E outra, descobri que no jornalismo a gente não precisa assinar como está na certidão de nascimento. Karina não é ruim para mim, mas “K.” é quase a perfeição. É o título de um poema do Drummond, é o personagem principal do livro “O Processo” do Kafka, é aquela letra clandestina do alfabeto brasileiro, que está presente somente nas palavras estrangeiras ou indígenas. Como diz Carlos D. é "A letra inapelável / que exprime tudo, e é nada". Quanta neurose!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Neurose do transporte coletivo

por narah_conti


A Espera

Parece até pirraça, mas sempre que você está esperando um ônibus ele nunca passa. Chegam a passar mais de cinco que você costuma pegar, só por que hoje não o quer. Não adianta, o destino desejado demora, demora...
Há uma teoria: se um fumante está esperando um ônibus, é só ele acender um cigarro para aliviar a espera que... PIMBA! O ônibus vem.
Posto isso, toda vez que eu - neurótica e contemporânea - estou aguardando um coletivo, torço para que, pelo menos, um fumante ansioso pelo mesmo destino que eu esteja no ponto e, lógico, acenda um cigarro.

Dois corpos OCUPAM o mesmo lugar

Depois de muito esperar, ele finalmente passa. Mas... quem diz que dá para entrar?
Exemplificando agora com outro coletivo, o trem.
Quando as portas se abrem é como o estouro de uma manada: as pessoas se empurram e conseguido entrar se apertam, pois quem ainda não embarcou defende a infeliz idéia: “sempre cabe mais um” – esses só se esquecem de que trem não é coração de mãe, e desafiam a lei da física fazendo dois corpos ocupar o mesmo lugar.
No meio desse empurra-empurra, apenas uma neurose se justifica: a vontade de sentar e completar o sono com os cochilos, que se alternam com os sustos de ter passado a estação.
Bem, se você foi premiado e conseguiu sentar não pense que a neurose acabou. Pode sempre aparecer aquele senhor da terceira idade, que poderia estar em casa dormindo aquelas horinhas a mais que você almeja tanto, fazendo-o levantar e ceder o lugar por causa da maldita cidadania que sua consciência não permite ignorar. Se fosse só os idosos talvez a probabilidade de cometer esse ato cidadão fosse menor, mas ainda há: gestantes, mães com criança no colo, deficientes e acidentados. Todos que decidiram justamente tomar o mesmo coletivo que você e no mesmo horário.

Até a lata de sardinha tem mais espaço

Como o privilégio de se sentar é para poucos, o restante se amontoa e se segura como pode. É até uma bênção conseguir pôr os dois pés no chão sem que um não sirva de solo para o de outrem, ou seja, sem que você precise exclamar: “O debaixo é meu!”.
O aperto também é a situação favorita daqueles que só vêem mulher de perto em momentos como esse. Os olhinhos destes pobres homens sem qualquer atributo de beleza chegam a brilhar, causando total desconforto para o sexo feminino. Mas o sexo masculino também sofre, porque... enfim... há quem, na falta de um XX, não resiste a um XY.
Tá, ok! Nós mulheres também nos aproveitamos, às vezes, da situação. Mas é devido à dificuldade de resistir àquele popozinho arrebitado escondido pelo blazer dos estagiários que teimam em usar terno com all star.

Blá-blá-blá...

Se você não tem um bom fone de ouvido, prepare-se para ouvir a neurose de muitos: filhos que fugiram de casa, a filha da vizinha que está grávida, intrigas com o chefe [que está sempre errado], mulher que fugiu com o vizinho, o menino com cara de bom moço da rua de cima que foi morto – “Nossa! Era um bom filho e morreu tão jovem”, “Também, foi se meter com quem não prestava”.
Há algumas conversas silenciosas, que a curiosidade faz dar aquela espiadinha para saber o que o outro está lendo. Geralmente, é o best seller do momento, o último livro do Paulo Coelho, algum romance espírita, ou revistas de fofoca e caderno de esportes.
Não podemos nos esquecer daqueles que não conversam com o outro passageiro e nem estão lendo. Eles estão teoricamente em silêncio, mas são tão sociais que querem compartilhar com todos os sons armazenados no mp3 ou no seu celular super-moderno. E você acaba sempre ouvindo, com dizem os Titãs: “A melhor banda de todos os tempos da última semana/O melhor disco brasileiro de música americana/O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado/O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos”.
Em momentos de muita neurose, o blá-blá-blá, o barulho emitido por esses aparelhinhos de música, mais o comercial dos ambulantes podem fazer florescer o Kiko que existe dentro de você, fazendo-o soltar: “Cale-se, cale-se! Vocês me deixam LOUCO!!!”

Conclusão Neurótica Social

É um absurdo pagar a tarifa de R$ 2,30 para andar em veículos sucateados (os bancos estão soltos e há mais crateras no assoalho do que na superfície da lua), esperar por horas, e quando finalmente passa... não dá para entrar por que pessoas estão sendo expelidas pela janela!
Realmente, essa situação causa uma super-neurose e necessita de algum plano mais neurótico para ser resolvida. Mas quem vai dar o primeiro passo? Já sabemos que greves só tornam o caos mais caótico.
Se você, ser-neurótico-contemporâneo que acabou de ler esse post, tiver alguma idéia de como, pelo menos, aliviar essa neurose contemporânea, POR FAVOR!, não se cale e nos envie a possível solução! Os usuários do transporte coletivo agradecem.

terça-feira, 29 de maio de 2007

A gafe do telefone

por norah_cavalcanti

Quem nunca cometeu o pequeno delito de "pagar um mico" por telefone, que digite o primeiro Esc !

Todos nós, humanóides sem noção que aceitaram viver - e conviver!, em meio ao cotidiano cíclico dessa colméia gigante que chamamos de sociedade, ou cotidiano em conjunto, ou habitus (assim disse o grande Bourdieu!), ou ainda o que você preferir e que simplesmente remeta à idéia de uma convivência com seres tão providos de neurônios e tão desprovidos de conexões entre eles, pelo menos alguma vez já passou por uma situação embaraçosa diante do maravilhoso invento de Graham Bell. **** Aqui um momento de homenagem emocionada e carinhosa ao mestre Nikola Tesla, que enriqueceu o mundo da ciência com suas incríveis contribuições para a área da comunicação, dentre outras milhares. Um homem singular e inteligentíssimo que aprendi a admirar. Por sinal, quem quiser ler minha matéria sobre esse indivíduo injustiçado favor checar a próxima revista Sexto Sentido (nº 84) que logo estará nas bancas...é...por um minuto fui realmente tomada por um espírito marqueteiro :] ****
Pois bem, continuando a minha reflexão sobre a maldita gafe durante um telefonema, o que tenho a dizer é que lá eu fui testar o já conhecido esquema da comunicação que tem o emissor, o receptor, a mensagem e tal, enquanto agia como uma excelente amiga. Sem mais delongas, eu ligava para um amigo que o pai tinha sido internado no dia anterior e queria saber se ele tinha melhorado, e se meu amigo tbm estava bem com aquela súbita e assustadora situação. Confiando na capacidade tecnológica e nas facilidades que um celular me proporcionaria, no caso do meu - aliás, essa capacidade se encontra em uma escala menor pq o pobre é antiiiiiigo, mas de qualquer modo eu acreditei q apertando o maldito botãozinho do send com o nome da pessoa ele ligaria direto e meus problemas estariam acabados (tipo Tabajara mesmo!!)
E o que me aconteceu por confiar nessa porcaria tecnológica? Eu, uma mocinha movida pelo abalo emocional e que ainda assim consegue pagar um miquinho, percebi que quando liguei para o Fulano (não contarei seu nome para, no mínimo, preservar a minha integridade moral !!) não era exatamente a pessoa com quem eu deveria falar. Assim que ele atendeu eu já saí perguntando: "E aí, ... como vc está? E seu pai? Putz, fiquei master preocupada e tal..." e desatei a falar como sempre desato até que alguma alma boa me mande calar a boca *** definitivamente são anos de prática assistindo Gilmore Girls: Momento de tristeza aqui expressado com o fim dessa série que eu amo! *** até que - então, o garoto me fala assim: "Ow, Srta. N. Eu acho q vc ligou pro fulano errado...não aconteceu nada com o meu pai, não era pra um outro cara com o mesmo nome q eu q vc queria ligar?". Nesse instante odiei com todas as minhas forças a modernidade!!
Sim, sim!! Eu fiz isso! Liguei pra pessoa errada, que tinha o mesmo nome. Fui falando que nem aqueles malucos que não para nem para respirar e quando menos percebi o meu celular, o meu próprio aparelho, que é velho, tá certo, mas que ainda assim tenho enorme carinho, tinha me traído. Traição das mais ferrenhas, tal qual uma facada nas costas, o meu celular fez uma ligação errada. Ele, claro! Eu não...eu apenas fui traída e caí na rede da tecnologia. Que Bad, que trash, que vergonhoso!! Só para constar: além de neurótica, sou dramática =]
Fiquei meeeeeeeega sem graça e desconversei - claro!, falando que tinha trocado mesmo o número da pessoa e dei aqueles risinhos fenomenais de quem tá muito constrangido. Pedi desculpas e comecei um papinho mala sobre o tempo, apenas pra não ficar mais chato do que já estava!
É, meus queridos...após isso quase cavei um buraco e enfiei a cara dentro, principalmente pq logo mais encontraria esse ser na faculdade (o que realmente aconteceu, reunido de mais uns 3 amigos) e a minha sorte é que eles não tiraram sarro, pelo menos não do tamanho da minha própria vergonha.
Eu assumo: a minha pessoa tem uma parte neurótica, a outra parte cara-de-pau, enquanto o restante serve exatamente para cometer essas famosas gafes...que mais tarde a neurótica vai implicar e a cara-de-pau ignorar! = ]

Por isso lembrem-se sempre:
Nunca é demais confirmar quem fala com você ao telefone...o máximo que vão te perguntar é se vc andou bebendo!!

domingo, 27 de maio de 2007

A pequena neurose contemporânea cotidiana de IMPLICAR

por narah_conti

Há certas pessoas que despertam a implicância em nós, seres neuróticos e contemporâneos. E geralmente a justificamos com o seguinte clichê: “meu santo não bate com o de fulano!”
O que acontece, na verdade, é o prazer mórbido que sentimos ao pegar no pé daquele [a] que desperta, em nós, os sentimentos mais obscuros e malignos. Mas há algumas justificativas neuróticas para essas vontades nada bondosas:

Neurose implicante 1: Ciúmes
Quantas vezes já não implicamos com nossa irmã por estar usando aquela nossa blusinha favorita, que nos foi dada por alguém especial? Ou com o outro [a] amigo [a] do nosso melhor amigo [a], que implicamos mesmo sem ter visto a fuça do [a] fulaninho [a]?
Pois é, meu caro. O ciúme por pessoas ou objetos nos faz odiar aqueles que se aproximam da coisa amada. O sentimento de ameaça provoca em nós uma confusão mental tão grande, que não conseguimos fazer mais nada a não ser perseguir e ver os defeitos daquele que parece querer tomar o que é nosso.

Neurose implicante 2: Inveja
Vai me dizer que você nunca invejou aquela mulher magérrima que trabalha contigo e conquista os mais gatos do setor, enquanto você se consola com a barra de chocolate? Ou você, garoto, nunca invejou aquele cara que já conseguiu comprar o primeiro possante e agora está saindo com a mina mais gata da faculdade?
O desejo de possuir o que é de outrem, seja material ou sentimental, faz o invejoso implicar com quem tem o que almeja. Você começa a diminuir todas as conquistas alheias, sempre achando que você faria melhor, você terá algo melhor. Afinal, o problema por ainda não ter conseguido não é você, é o mundo cruel que conspira contra sua pessoa, não é verdade?

Neurose implicante 3: Espelho
Quem nunca implicou com aquele cara que, a seu ver, é o mais mala do mundo, que atire a primeira pedra.
Só o fato de ele estar por perto já é motivo para sentir aquela ojeriza. Você ainda não sabe por que, mas a presença dele te incomoda mais do que um elefante incomodaria alguém em um espaço fechado de 10 m².
Bem, se não for um dos primeiro sintomas do amor, é por que esse mala tem os mesmo defeitos que você. Sim! Enxergar os nossos defeitos, ou aquele nosso lado mais obscuro, em outras pessoas nos faz implicar com elas de maneira descomunal. Essa implicância é porque, na realidade, não queremos ver esse nosso lado, ou seja, temos que afastar e ridicularizar quem nos mostra o que queremos esconder a qualquer custo. Assim, implicando com ele para não aceitar: “Eu também sou um puta mala quando faço isso! – Mas se eu faço... é sem perceber, juro!”.

Neurose implicante 4: O ser raso
Mas também há aquele implica por implicar. Você já deve ter conhecido um ser que implica pelo prazer doentio de não suportar a idéia de ser um Zé Ninguém. Na verdade, esse é o cara que tem todas as justificativas acima tão intrínsecas que não consegue deixar de implicar com alguém nem por um minuto. É provável que você tenha tido um chefe assim, não? E ele, provavelmente, sempre diminuía o seu trabalho, fazendo você conseguir pensar em apenas uma justificativa: “Meu chefe me persegue!”

Conclusão: implique consciente
A implicância é uma pequena neurose contemporânea do mundo competitivo que vivemos. Ninguém está imune. A qualquer momento você pode se tornar um ser implicante. Mas agora, depois desse post, você pode ser um “implicante consciente”: “Estou implicando com essa vagaba, por que ela tem o cabelo que eu sempre quis ter. AHHH!!! Por que eu sou escrava da chapinha e ela não!?”

Caos mental no par de cromossomos XX provocado pelo XY

Texto: narah_conti/Foto: Mariana Rotili

Neurose 1

“Por que coxa se bonita, por que bonita se coxa?” – diz Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Frase que, se parafraseada um pouquinho, cabe muito bem no universo feminino: “Por que perfeito se gay, por que gay se perfeito?”
Quantas vezes você, mulher neurótica contemporânea, olha para aquele que, no seu psicológico, você tem a certeza: “Esse é o meu número!”. Mas quando esse príncipe se aproxima ou você o conhece melhor, constata que adição virou subtração! A realidade é: ambos irão disputar a soma com o mesmo par de cromossomos XY.
Então, a frase se repete como um mantra em sua mente: “Por que perfeito se gay, por que gay se perfeito?”

Neurose 2
Às vezes, o cara é tão “o seu número”, ou seja, a soma perfeita entre seu XX e o XY dele, sem qualquer risco de os idênticos se atraírem, que você começa até a fazer planos e ter a certeza de formariam o “casal perfeito”.
Mas... você chegou atrasada, como sempre! O Mr. Perfect ostenta no dedo anelar aquele bambolê de fazer inveja a qualquer solitário de rubi. E aquele filme que você comentou com ele que gostaria de assistir... lógico, em sua companhia - afinal, ambos gostam do mesmo diretor de cinema -, se transforma em um incrível filme de terror embolorado com o tempo quando ele comenta que em vez de convida-la... “Eu também adoro esse diretor! Irei ver com a minha namorada na próxima sexta.”
Pronto! Isso a leva ao ápice da neurose, e você começa a achar que não sobrou nem um ser XY na face da Terra para somar com o seu XX.

Neurose 3
“Não cobiçarás o homem da próxima [o]!”. Você até quer ser boa cristã, mas não é culpa sua o seu número estar se somando com um outro que, nas suas contas, não dá um bom resultado.
No meio desses pensamentos neuróticos constantes, você levanta até a possibilidade de infringir a moral e os bons costumes. Não ligando em se unir ao número perfeito na folha de rascunho, enquanto não chega a sua vez de ocupar a folha oficial.

Conclusão neurótica! [N1+N2+N3 = Erro no XY]

Os homens, mulheres neuróticas contemporânea, nos levam a muitas pequenas neuroses. E depois dizem que nós somos complicadas, quando, na verdade, são eles que se complicam quando se somam com mulheres erradas! =Z


sábado, 26 de maio de 2007

A mulher moderna no século XXI

por norah_cavalcanti

Tríades
Original: Neurótico Millôr Fernandes
Versão atualizada: Neuróticas contemporâneas

Três coisas irrecuperáveis: gafe cometida, corte de cabelo feio, gay assumido.
Três coisas irresistíveis: viajar sem destino, rir sem razão alguma, gay muito lindo (gde parte, aliás!).
Três coisas maravilhosas e fugidias: dinheiro no bolso, um olhar especial, homem bonito, solteiro, meigo e inteligente não ser gay.
Três coisas invisíveis e inapreensíveis: byte de computador, lapsos de memória, garotos encantadores que fingem não ser gays, e que nós - carentemente, acreditamos!
Três coisas que derrotam os computadores: tomar banho de chuva, se apaixonar, homem perfeito, e gay!
Três coisas quentes e mutáveis: promessas de amor, ondas do mar à noite, bons partidos hetero se tornarem homo.
Três coisas divididas igualmente por todos: sonhos, o nascer do sol, conhecer um gay enrustido.
Três coisas que aumentam com o passar dos anos: a maldita idade, a tecnologia, o número de gays bonitos no mundo.
Três coisas sem fim e sem compensação: procura pela imortalidade, busca pela igualdade, homens interessantes e solteiros adentrando à "irmandade".
Três coisas absolutamente seguras: o brilho das estrelas, um abraço sincero e apertado, se contentar com a atual realidade: a extinção do solteiro não-gay, bonito, divertido e sensato.


** P.S. mais que neurótico: Se alguém encontrar um tipo perfeito e não-gay vagando por aí, avise-nos! Talvez "Men in Trees" não seja somente uma série...e ele, provavelmente, deve estar à procura de um lar.


Abracadabraços neuróticos, como dizia o mestre Millôr! =]

terça-feira, 22 de maio de 2007

Princípio da Neurose

Tudo começou com um plágio, mas a partir do momento que confessamos que é um plágio ele deixa de ser plágio, certo? Afinal, ele é um plágio confesso [isso dá flagrante?!]. E assim, começamos a nossa primeira neurose:
Como nos redimimos de um “bom plágio”?
Marcelo Rubens Paiva publicou recentemente no OESP uma série de crônicas a respeito das pequenas neuroses contemporâneas – penecos. Essas foram cair nas vistas de duas estudantes de jornalismo neuróticas e contemporâneas que decidiram montar esses blog: narah_conti. e Srta. N.
Aqui! Nesse espaço eletrônico onde tudo pode acontecer, relataremos as pequenas neuroses cotidianas que, talvez, todos pensam, porém nunca as relatam ou que nunca pensaram claramente e ao ler o post exclamará: “Putz! É mesmo!” São obviedades e indagações que se aproximam da bizarrice, mas é tudo pura verdade do mundo contemporâneo.

Boas Salenas**, todos neuróticos-psicóticos-beirando-os-psicotrópicos!!! =)

**Cumprimento de seres tão neurótico quanto os humanos, os cronópios!